Explicação breve que enviei por mail sobre aquilo que é e como pode operacionalizar-se a Revisão pela Gestão numa empresa certificada.
O pedido veio de alguém que, ao fim de alguns anos de certificação, ainda não entendeu a “complexidade” deste requisito da ISO 9001, e me desafiou a explicar-lhe e a propor uma abordagem simples).
Assim sendo…

…Na prática, para este referencial, a Revisão pela Gestão (há quem chame Revisão do SGQ) é o momento obrigatório em que a gestão de topo (GT) avalia o estado do SGQ e se pronuncia sobre a sua eficácia (se está ou não a atingir os objetivos propostos). Donde:

  • A realização de pelo menos uma avaliação global em cada ano (recomendável e lógico, mas, na verdade, nada obriga a que tenha esta periodicidade)
  • Há que ter objetivos definidos

Um modelo simples pode passar pela existência de três elementos:

  • O relatório do estado do sistema
  • O parecer da gestão
  • O plano de acção decorrente da análise pela gestão

Este modelo evidencia a responsabilidade direta da GT. A gestão operacional (o Dir. Técnico ou o Dir. da Qualidade) faz o levantamento do estado do sistema (relatório) e, com a GT, analisam. Daqui saem opiniões e decisões que são transpostas para o parecer (o timing é irrelevante, e o método também, até pode ser uma terceira pessoa, um secretário, que anota o que é debatido, escreve, e depois a GT assina – e, neste caso, falamos do documento nº 2, o Parecer).
Simultaneamente, ou antes ou depois, é elaborado um plano de acção que a GT aprova (ou determina). Na prática, ele até pode já ser proposto pela DTQ e ser só revisto pela GT (em reunião conjunta, por exemplo).

Nota: Num cliente, a GT lê o relatório, escreve por cima, à mão, o que quer, e o DQ transcreve/formaliza o parecer e o plano de acção, que depois a GT valida assinando.
Em suma, o que importa aqui é que a GT saiba, ou determine, ou valide formalmente o que fica no relatório e nos seus outputs – parecer e plano de acção.
Depois há toda a questão da seriedade posta em cada um dos elementos, mas essa é aquela que eu assumo que está presente na operacionalização, sabendo-se que só assim a Revisão tem interesse e utilidade para a organização.
P.S.: Espero que mentes  mais zelosas, puristas, admiradoras da complexidade dos sistemas, não se aborreçam com esta minha simplificação… – até porque ela já está a funcionar, e validada, em alguns sistemas certificados. :)

P.S.: Texto da norma: A gestão de topo deve, em intervalos planeados, rever o sistema de gestão da qualidade da organização para assegurar que se mantém apropriado, adequado e eficaz. Esta revisão deve incluir a avaliação de oportunidades de melhoria e as necessidades de alterações ao sistema de gestão da qualidade, incluindo a política da qualidade e os objectivos da qualidade.

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