A mudança começa com a intenção, mas precisa de acções para ser concretizada ou não passa disso mesmo, de intenção.

Wisdom is knowing what to do next.

Skill is knowing how to do it.

Virtue is doing it. *

* Phil Holden & Nick Wilde, em “Marketing and PR on a Shoestring – Getting customers and keeping them . . . without breaking the bank

Profissionalmente, deparo-me por vezes com pessoas/ clientes que têm muita ânsia de mudar o rumo dos acontecimentos… (querem mudar a forma como fazem, querem novos objectivos e resultados, querem melhorar – querem, ao fim e ao cabo, evoluir).
Querem quem os ajude a iniciar a mudança, porque vislumbram no Marketing ou nos SGQs (ou noutras competências organizativas) a oportunidade para atingir esse objectivo.
Gostam de ser confrontados com várias hipóteses para gerar essa mudança (e nota-se que quantas mais as hipóteses mais lhes parece necessária e realizável a mudança), e gostam de escolher as que lhes são mais apelativas, e gostam quando têm oportunidade de ir buscar ao baú todas as suas ideias antigas que nunca foram concretizadas para juntar ao novo mundo a ser gerado.

No entanto…

  • Gostam só assim-assim quando essas ideias antigas começam a revelar-se incompatíveis com a mudança estruturada face aos objetivos (p.e.: se o objetivo é ter funcionários mais autónomos e muito do seu trabalho é informatizado, aquela ideia antiga de passarem a partilhar computadores passa a não ter grande cabimento…).
  • Começam a ficar desconfortáveis quando, debatidas e definidas as medidas a tomar, as ideias dão origem a acções a desenvolver. Concretas, com datas, com trabalho a ser feito.

No fim, na hesitação de não conseguirem comprometer-se com a execução, optam pelo “nim” e por deixar para ocasião mais propícia, “que agora surgiram uns imprevistos”… – E assim, querendo mudar, tendo debatido e definido um objetivo e um caminho, e ficando só a faltar aquele último esforço (execução), acaba por deixar-se tudo para trás (uma e outra vez, e fica aquele peso ali presente, o saber-se que se tem aquele assunto pendente, a arrastar-se e a ocupar a mente…).
Não faz sentido, é uma fuga de nós mesmos, e fica a pesar…

Muitas vezes, a grande virtude está em… Fazer, Agir! (conseguir sair de nós mesmos e obrigarmo-nos a isso)

Pin It on Pinterest

Share This

Partilhar

Partilhar

Partilhe este conteúdo!

%d bloggers like this: