Em alguns negócios, o trabalho de marketing realizado para comunicar uma marca resulta nisto:
  1. O cliente vem, vê e vai embora;
  2. O cliente vem, vê, compra, vai embora

O cliente do passo 2, com sorte, volta um dia mais tarde, se precisar de voltar a comprar o mesmo produto, mas, entretanto, esquece a marca e fica, por isso, vulnerável a que outras se aproximem e o “convertam”.

É claro que existem ferramentas e técnicas de marketing digital para forçar o regresso do visitante (p.e. o Remarketing). O problema é que algumas pessoas as vêem como intrusivas e respondem com indiferença e até antipatia.

 

Contra isto, para passar o visitante de pontual para assíduo, a alternativa é:

  1. Assumir que nem todas as visitas terão como principal objetivo a compra imediata. Em alguns casos, o objetivo é mesmo e só alimentar a relação;
  2. Para isso, oferecer ao cliente algo mais do que o acesso a produtos/serviços pagos, algo que o atraia sem o ónus de ter que equacionar uma compra. Por exemplo, a disponibilização regular e assertiva de conteúdos com interesse – porque é este interesse que o vai colar a nós e torná-lo mais resistente às investidas das outras marcas.
Exemplo:
Uma ótica online procurada uma vez por ano por um cliente que tem que comprar mais uma caixa de lentes de contacto pode apostar em tornar-se referência (expert) em saúde oftalmológica, passando a ser procurada pelos clientes por esse motivo.

 

P.S.: “this is the advertising business — the company can guarantee exposure but not results.” (trad.: isto é o negócio da publicidade, pode garantir exposição mas não resultados)
Fonte: http://www.businessinsider.com/mans-600000-facebook-ad-disaster-2014-2

 

Photo credit: icathing / iWoman / CC BY-SA

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